Eduardo Melo: do início despretensioso às meias e o sonho com a maratona

O farmacêutico Eduardo Melo, de 34 anos, sofreu com a hipertensão durante alguns anos. E quando tentava incluir a corrida em sua rotina, se acompanhamento especializado, quem dava para trás era o joelho. Até que em 2017, o ultramaratonista Diego Costa, fez um convite que mudaria a vida de Eduardo. Confira em seu depoimento!

“Eu já havia tentado correr algumas vezes, mas sempre desistia por conta das dores no joelho. No início de 2017, um amigo do trabalho, o ultramaratonista Diego Costa, me chamou pra conhecer o clube de corrida da empresa, que tinha uma assessoria esportiva para o acompanhamento dos alunos. Comecei despretensioso, achando que logo iria desistir por conta das dores, mas com o acompanhamento correto peguei o jeito e fiquei simplesmente viciado pelo prazer proporcionado pela corrida.

Quando comecei não aguentava sequer correr um quilômetro direto. Mas naquele ano, na Maratona do Rio, em junho, eu fiz os 6K da Family Run. E peguei o gostinho ao ganhar a primeira medalha. Naquele momento, meu foco passou a ser correr 10K. Treinei e fiz o Circuito das Estações no mês seguinte. Repeti o feito em outubro, na Série Delta.

Na Meia Maratona de Fortaleza

Mas, embora tivesse evoluído na corrida, não conseguia perder peso e continuava o tratamento normal para hipertensão, tomando três comprimidos por dia. E no início de 2018 decidi assumir o que seria o meu grande desafio: a meia maratona dentro da Maratona do Rio em junho.

Comecei a fazer um acompanhamento nutricional combinado com os treinos e perdi oito quilos em 50 dias. Com isso, reduzi minha medicação para hipertensão e senti a qualidade de vida dar um salto absurdo. Bem-estar, disposição, energia pra tudo, melhora na relação com a família, no casamento, no trabalho… Em tudo!

E quando chegou o grande dia, 2 de junho de 2018, consegui realizar o sonho de correr os 21k da Meia Maratona do Rio. Simplesmente sensacional o sentimento de terminar aquela prova. Muita emoção ao me sentir capaz de superar as barreiras que eu acreditava jamais conseguir. Depois, continuei treinando e fiz mais uma meia maratona, em Fortaleza, em novembro de 2018. Agora, com 21K feitos, meu sonho passou a ser completar uma maratona. Mas a primeira teria que ser a do Rio.

Não é fácil conciliar treinos, trabalho e família. Cada vez temos mais tarefas para fazer e o trabalho toma mais tempo do nosso dia. Meu trabalho inclui viagens e muita atividade externa. Com isso, a família exige mais presença em casa. Mas quando a gente tá focado, a gente organiza e consegue. Mas é preciso colocar como prioridade.

Por que a corrida interfere positivamente no meu bem-estar e na minha disposição. Hoje a corrida deixou de ser um esporte ou um hobby. Hoje vejo como uma necessidade para manter a minha saúde e minha qualidade de vida. Atualmente estou me recuperando de uma lesão que me deixou três meses parado. Me senti muito abatido nesse período, justamente pela falta do esporte. Principalmente por que não foi uma lesão por conta da corrida. Estava na rua, andando, a trabalho.

Aí entra a assessoria. Faz total diferença ser acompanhado por profissionais que te ajudam na evolução e conhecem o caminho, as alegrias e as dificuldades. Além disso, é essencial estar em equipe, com um motivando o outro, trocando experiências e interagindo. Sempre tento fazer meus treinos com a equipe. Com eles eu me sinto mais motivado!”