Mariana Maia: Projeto Maratona de Vancouver em construção

A engenheira química Mariana Maia, de 37 anos, não tem vida fácil. E pelo menos quando o tema é corrida, parece que ela não faz a menor questão… Daqui a pouco menos de três meses, Mariana vai correr, em Vancouver, no Canadá, sua primeira maratona. Nada muito complicado, levando-se em conta alguns desafios que já precisou superar. Confira!

Como começou o seu envolvimento com as corridas?

Comecei a correr em 2009, após uma cirurgia de redução de mama. Antes da cirurgia, sentia muitas dores na coluna e nos ombros e o médico recomendou exercício físico após a recuperação da cirurgia. Na época, eu trabalhava embarcada numa plataforma de petróleo por 14 dias e tinha 14 dias de folga. Como a academia era um pouco limitada, resolvi correr na esteira e quando estava em casa corria na praia, nas Paineiras, no Aterro ou na Lagoa.

 

Na primeira meia maratona

Como tem sido sua evolução nas distâncias até aqui?

No começo eu não conseguia correr nem dois quilômetros, mas aos poucos fui melhorando. No final de 2011 já conseguia correr 10 quilômetros e resolvi fazer a minha primeira meia maratona em 2012. Não fiz qualquer treino de musculação conjugado e nem com consultoria. Até consegui terminar a prova, mas no dia seguinte mal conseguia andar.

Comecei um programa de musculação e me preparei para a Meia da Caixa do Rio de 2013, que terminei muito melhor e sem dores.

Depois dela fiz algumas corridas de 10K e mais três meias até o final de 2014. Na última delas, a Meia Internacional do Rio, senti muitas dores na perna esquerda, na altura do quadril. Procurei um médico após a corrida e descobri dois tumores benignos na medula do meu fêmur, que causaram uma lesão.

Tive que parar de correr e fiz um tratamento médico com o Dr. Leonardo Metsavaht até o começo de 2015. Fiz alguns exames biocinéticos e depois fui para a 3DGym, onde fiz um trabalho de recondicionamento físico até o começo de 2016.

Voltei a correr em 2016 e não senti mais dores, mas só me senti a vontade para tentar correr uma nova meia maratona em 2018. Escolhi a de Montevidéu, no Uruguai, onde obtive meu melhor tempo em meias com 2h15min.

Sente-se preparada para desafios maiores? Quais seriam?

Depois da meia maratona de Montevidéu, fiquei animada para correr uma maratona e escolhi a de Vancouver no próximo dia 5 de maio. Procurei um médico especializado em nutrição esportiva, Dr. Ronny Cipriano, e a Inthegra para preparar os treinos. Me sinto em preparação e motivada com o desafio.

 

Na esteira da plataforma

Como tem sido sua rotina de treinos? Dificuldades para conciliar com trabalho e vida pessoal?

Treino seis dias por semana. Segundas, quartas e sextas faço musculação. Corro na esteira terça, quinta e sábado, quando faço um treino longo. Às vezes corro também na segunda-feira. É difícil conciliar trabalho e o ritmo de treinos. Normalmente eu treino às 6h da manhã, antes de ir trabalhar. Mas a maior dificuldade é quando preciso embarcar em plataformas de petróleo e manter a rotina de treino e dieta a bordo em turnos de 12 horas.

O calor do Rio também não permite fazer treinos de duas horas na rua muito tarde, então acordar cedo no sábado para o longo tem sido bem difícil também.

Como a corrida interfere em sua vida atualmente?

O dia em que eu não treino de manhã fico mal-humorada. Eu me sinto muito motivada para a maratona. Na minha cabeça, para não treinar tem que ser por um motivo muito bom. Eu treinei até nos 10 dias de férias que tirei em janeiro, correndo em Barcelona e Londres.

Minha motivação começou com saúde física e passou pra saúde mental também. O desafio da maratona é grande, mas na minha cabeça não existe dúvida de que terei sucesso.

 

Com o treinador Joel

Como a Inthegra entra nesta história?

Conheci a Inthegra por indicação do Túlio, que conheci na turma de running da Bodytech do Rio Sul. Falei com o João e ele indicou o Joel pra ser meu técnico. Tento passar na tenda da Lagoa no sábado depois do longo, mas me comunico pelo app e pelo WhatsApp frequentemente com o Joel. Ele adapta os treinos para as minhas limitações devido a embarques ou viagens e me motiva apontando as melhoras. Nesses três meses em que estou na Inthegra, o meu condicionamento físico melhorou significativamente.

Acho que o papel dela na minha preparação para a maratona vai ser primordial. Especialmente para que eu termine a prova bem e sem lesões.